Blog, Gênero Filhas da Terra: Jovens mulheres em movimento

3 de dezembro de 2020

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Mikaelly

Tem 16 anos e é moradora do assentamento Popular Maria Aparecida em São Miguel do Gostoso no Rio Grande do Norte

Faço parte do Movimento dos trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra – MST, desde sem terrinha, comecei a atuar como militante com 13 anos e desde então luto pela igualdade social, igualdade de gênero e pelos direitos do povo. Sou filha de agricultores e foi com meus pais que aprendi a lutar pelos meus direitos. Aqui em meu Assentamento tenho participado de trabalhos comunitários, e hoje me somo no coletivo de juventude, comunicação e cultura – JCC pelo MST. Para mim, fazer parte do Movimento Sem Terra representa a luta do povo por soberania alimentar, por direito à terra, por direito à moradia, pela igualdade social, pela igualdade de gênero. Representa a luta pelo fim do fascismo, do capitalismo e do machismo. E principalmente representa o direito de vez e voz na sociedade.

Vejo que nós meninas assentadas podemos ensinar diversas coisas  para as outras meninas do Brasil, assim como também podemos aprender, mas principalmente podemos ensinar a não se deixa oprimir ou ameaçar pelo machismo recorrente na sociedade, podemos ensinar a lutar pelos nossos direitos enquanto meninas e futuras mulheres que derrotarão o machismo.

Meu maior sonho é poder me formar em Direito e um dia poder ver uma sociedade igualitária. Precisamos mostrar para a sociedade que nós, meninas e mulheres, temos vez e voz, e que não somos minorias. Lutamos constantemente pelos nossos direitos. 


Confira a história de Daniela na página 3

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