Juventude e Política Meu tempo é agora!

21 de julho de 2026

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Em clima de eleição, Engajamundo lança campanha para fortalecer a presença da juventude na pauta de trabalho digno no Brasil.

São mais de 48 milhões de jovens entre 16 e 35 anos no país, e uma parte significativa enfrenta dificuldades concretas para conseguir um trabalho digno. A informalidade segue como uma das principais portas de entrada, enquanto muitos jovens ficam fora da escola e do mercado de trabalho ao mesmo tempo. Mesmo entre aqueles que estão empregados, o que aparece com frequência são jornadas longas, salários baixos e pouca perspectiva de crescimento.

O Brasil vive um momento paradoxal no mercado de trabalho. Em 2026, a taxa de desocupação geral está entre as menores da série histórica do IBGE, oscilando entre 5,6% e 6,2% nos trimestres mais recentes. À primeira vista, esse é um cenário favorável, mas o dado agregado esconde uma desigualdade estrutural profunda, que se manifesta principalmente:

Na desigualdade etária, onde a juventude segue sendo o grupo mais penalizado pela precariedade e pela exclusão do mercado de trabalho, com taxas de desemprego e informalidade muito acima da média nacional. E pela desigualdade de raça e gênero dentro da própria juventude, onde jovens negros, mulheres jovens (sobretudo mulheres negras) e a juventude LGBTQIAPN+ enfrentam barreiras adicionais de acesso, permanência e ascensão no mercado de trabalho.

É nesse cenário que a campanha “Meu tempo é agora: trabalho digno para a juventude” é lançada.  O objetivo é ampliar e fortalecer a participação da juventude brasileira na pauta de trabalho digno nas eleições de 2026. Promovida pela organização Engajamundo, a campanha terá como público alvo jovens de 16 a 29 anos e além do fortalecimento dessa discussão, buscará também incidir nas principais agendas sobre trabalho baseado na visão das juventudes.

Para Thalia Oliveira, diretora executiva do Engajamundo, a campanha surge em um momento crucial onde os jovens, no Brasil e no mundo, têm sido afetados de forma desproporcional pelos eventos climáticos extremos. Como analisa:

“Muitas vezes precisamos escolher entre estudar ou trabalhar, enquanto é justamente o nosso futuro que está sendo consumido pelas mudanças do clima. O mundo vem mudando, mas não para nós, que somos os mais interessados em pensar trabalho, clima e futuro como partes de uma mesma luta”. Ela enfatiza que apesar de tudo a juventude ainda está longe dos espaços de decisão, como acrescenta: 

“Somos vistos como um grupo único, sem que se levem em conta nossas diversidades. Por isso, é fundamental que os jovens falem sobre o que imaginam ser um trabalho digno. E a partir do momento em que estivermos ativamente nesse debate, as coisas vão mudar.” Pontua, Thalia. 

Com isso, a campanha se propõe a ir além da escuta simbólica e criar condições reais de participação, fortalecer capacidades de incidência e aproximar a experiência vivida da formulação política. Durante a campanha irão acontecer ainda oficinas sobre desinformação, o uso da Inteligência Artificial pela juventude e rodas de conversa. Além disso, para acessibilizar a pauta para mais jovens, também será lançado um edital para jovens produtores de conteúdo, que pretende mobilizar ainda mais a participação da juventude na pauta de trabalho digno e a importância de defender a democracia no Brasil. Continue acompanhando o Engajamundo para saber mais sobre essa campanha!


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