Oiiiii pessoas, sou Maju! Ou Majuca, como meu amigo lindooo (Mathaus) me apelidou nessa viagem hahahaha. Sou de Santo Antônio de Jesus na Bahia, mas faço faculdade em Cruz das Almas, e caí de paraquedas no núcleo de Feira de Santana. No final de 2018, estava andando no insta de um amigo, Felipe Machado, e vi o link do Engaja na bio dele. Curiosa que sou, fui perguntar do que se tratava. Resultado? Chuva de áudios explicando essa rede linda que sou apaixonada. Não deu outra, no mesmo dia eu já estava no grupo do núcleo, tendo contato com as pessoinhas que me motivam a fazer parte da mudança. Na semana seguinte, eu já estava fazendo uma formação numa escola da cidade vizinha, e foi muito bom estar em contato com as ações do Engajamundo desde o início. De lá pra cá, entraram mais pessoas no grupo, alguns amigos, outros que se tornaram amigos, e eu tenho muito orgulho do meu núcleo!
Por falar em orgulho, Luci também faz parte desse núcleo, e foi ela que participou da etapa anterior desse projeto incrível da Erasmus, que é o Learning Through Sports, e que rolou em Medellín, na Colômbia! — Inclusive, você já foi ler o relato dela sobre a viagem aqui no blog? Não? Então, corre! — Chegou Maio, e foi quando rolou a reunião para decidirmos as 2 pessoas sortudas que iriam passar 10 dias no país das Lhamas e do Machu Picchu (ainda não superei) para conhecer a Brigada de Voluntários de lá! E assim foi, tivemos um tempinho para dizer porque gostaríamos de ir e quais oportunidades tivemos no engaja. Por fim, Milena, a carioca mais doidinha, e eu, fomos as escolhidas!!!
E gente, foram longos meses de ansiedade, 4 meses roendo as unhas esperando a primeira viagem internacional. Que bom que tive Luci pra me acalmar e tirar todas as minhas dúvidas (obrigada, amiga!).
A ficha só caiu de verdade quando na semana da viagem, Mathaus criou o grupo no WhatsApp. E MEU DEUS, quem do CF, além dele, iria junto? Simmmm, KINDA!!! (o corretor corrigiu para “linda” e eu não me importaria de deixar desse jeito hahahaha). Eu sou muito apaixonada por Kinda, é uma pessoa de luz, de uma energia tão boa, um ser realmente especial e que a gente olha com mais calma. Quem conhece, sabe! Eu já sabia que a viagem seria maravilhosa, só por esse detalhe! E chegou o dia!!! Eu fui pro Rio encontrar Milena, e Mathaus e Kinda embarcaram juntos. Graças a Deus, tudo ok com os vôos, nenhum atraso, nenhuma mala extraviada (desculpa, miga Luci hahahaha), desembarcamos e fomos nos encontrar com os bebês do CF que já estavam por lá. Fomos os primeiros a chegar em Lima, então, no primeiro dia ficamos descansando no hotel, saímos pra almoçar e trocar os diêros. Ah, e fomos também no mercado Índio, que meu Deus!!! Eu quase gasto todo meu dinheiro no primeiro dia, sério, o artesanato deles é incrível. A vontade é de levar tudo! Voltando pro hotel, encontramos o pessoal que já tinha chegado por lá, fomos jantar, e esse foi nosso primeiro contato.
A culinária do Peru é maravilhosa, gostei de tudo que provei! Mas um prato chamado “Tequeños de quejo” perseguiu a gente a viagem TODA. Hahahahah era um pastelzinho de queijo acompanhado de guacamole, e aonde íamos, era certo pedir. Inclusive, saudade, Tequeños! Hahahahaha.
No dia seguinte, nos foi apresentado as metodologias do projeto, e das outras organizações envolvidas. Apesar de não ser fluente em nenhuma das línguas ali presente, dava pra entender o que estava acontecendo, e vez ou outra eu tinha o apoio dos meus amigos de viagem que davam um help na tradução. Sem contar que o pessoal eram uns amores, super compreensivos, atenciosos, e faziam de tudo para nos deixar a par de tudo.
Tivemos também dias livres! E fomos para nada mais, nada menos, que… Cusco e Machu Picchu!
A gente pensa que Machu Picchu é o principal motivo para viajarmos ao Peru, mas quando chegamos a Cusco e andamos um pouco pela cidade, percebemos logo de cara alguns dos vários motivos que levaram a UNESCO a declarar essa cidade como patrimônio histórico mundial. É tão lindinha, tão colorida, cheia de becos com moradores vendendo seus artesanatos, e MUITA escada. E meu Deus, LHAMAS. Eu quase surtei quando vi a primeira na minha frente. Andávamos pelas ruas fingindo normalidade, mas na verdade o ar não vinha hahahaha o tão temido “Soroche” ou o “Mal da altitude” chegou pra todos. E tome chá de coca! Chegou o dia de ir pro Machu Picchu, e estava sinceros 1°C no momento que acordamos. Pra mim, baiana, onde considero 23° frio, foi um leve susto. Mas, eu tava indo pro Machu Picchu, né? Pouco importava a temperatura. Para chegar lá, fomos naquele trem panorâmico, que a vista é uma das mais belas do mundo – Cordilheira dos Andes, você é linda! –
Assim que ficamos de frente para as ruínas, eu só conseguia sorrir e pensar no quanto aquele lugar faz jus ao título de “Maravilha do mundo”, é lindo, lindo de verdade, e de todos os ângulos! – Onde te faz esquecer até dos perrengues, como subir a montanha sem poder beber água, porque lá em cima não tem banheiros. – Andar pelas ruínas e imaginar toda uma civilização que viveu ali, sua cultura… é indescritível. E o encaixe das pedras?! É tão perfeito, que não passa nem uma folha de papel por elas, sem contar que chegavam a pesar OITENTA TONELADAS, como eles conseguiam levar isso pra lá?! Machu Picchu, sem dúvidas, é inacreditável, inexplicável e inesquecível. Guardei esse lugar no coração!
Um dos momentos (entre muitos) que meus olhos encheram de lágrimas nessa viagem, foi quando o ônibus parou na porta da primeira escola que visitamos, eu olhei pela janela e o portão da escola estava aberto com um corredor de crianças com bandeirinhas dos países que estávamos representando. Gente, não tem nem como explicar a sensação. Eu só conseguia imaginar o tanto de carinho e cuidado que eles tiveram em preparar isso pra gente. Eu não queria mais ir embora!! Eles fizeram uma apresentação cultural linda, conhecemos alguns projetos da escola e partimos para a segunda. Eu, acreditando estar com o coração mais preparado, me perguntava “Será que vai ser diferente na próxima?” e a resposta foi: NÃAAAAO!! hahahahaha outra escola, com o mesmo corredorzinho de crianças segurando bandeiras. E não, meu coração não estava mais preparado hahahahaha foi a mesma sensação da primeira, mas com um toquezinho de déjà vu (eu não já vivi isso antes?).
Todas as instituições que visitamos tinham o mesmo propósito, tirar o foco de situações como violência, drogas e problemas familiares, oferecendo suporte na forma de esportes, oficinas de dança, teatro, capacitação profissional, curso de línguas… Foi muito bom conhecer o trabalho de cada uma, e ver como fazem a diferença na vida de tantas pessoas.
Dentro do Engajamundo eu já tive muitos momentos incríveis, até nas reuniões de núcleo mais simples, você entende que devemos fazer a nossa parte e usar o poder e conhecimentos que temos para transformar o mundo em um lugar melhor. Mas nessa viagem eu pude viver exatamente isso, só fortaleceu a ideia de que o mundo tem solução, porque NÓS SOMOS A PRÓPRIA SOLUÇÃO. Eu estava em um país diferente do meu, com culturas diferentes do meu, com pessoas diferentes do meu, com um idioma diferente do meu, mas com seres humanos mobilizados e que acreditam que o mundo pode mudar. E tudo começa com um primeiro passo: Fazendo parte disso.
Eu faço. Vem comigo?

