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18 de março de 2016

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Nos últimos dias aqui na CSW60 conhecemos a história de Berta Cáceres – aqui fazemos um relato para que você também conheça essa mulher incrível e para que, unidos, consigamos justiça para Berta.

Berta Cáceres, uma mulher hondurenha defensora dos direitos humanos, feminista e líder indígena Lenca, foi assassinada enquanto dormia em sua casa em La Esperanza em 3 de março desse ano. Ela co-fundou e dirigiu o Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (COPINH), que resistia à construção da barragem para a hidrelétrica da DESA (Desarrollos Energéticos SA) em Agua Zarca.

IMG_0798Uma semana antes de sua morte, Berta denunciou o assassinato de 4 líderes de sua comunidade, as ameaças feitas contra outros membros do COPINH e a luta de comunidades para proteger o Rio Gualcarque. Apesar da Comissão Inter-Americana de Direitos Humanos (IACHR) ter emitido medidas cautelares para proteger Berta em 2009, ela nunca recebeu proteção total e era continuamente perseguida, ameaçada, detida arbitrariamente e criminalizada por pessoas associadas à DESA, funcionários públicos e entidades do Estado hondurenho.

Membros de diversos países, maioria destes da América Latina, apoiaram as demandas da família Cáceres, do COPINH e da Iniciativa Mesoamericana de Defensoras dos Direitos Humanos das Mulheres (IM-Defensoras), que você pode ler abaixo:

  • O Estado hondurenho deve investigar o crime imediatamente e de forma transparente, levando em conta as ameaças anteriores; que a investigação seja independente, imparcial e supervisionada por órgãos internacionais; que os responsáveis sejam punidos.
  • Segurança e proteção para a família de Berta Cáceres e membros do COPINH.

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    Delegação no comício por Bertha, na frente da Missão de Honduras

  • Honduras deve assegurar a segurança do mexicano defensor dos direitos ambientalistas e humanos Gustavo Castro Soto, única testemunha ocular do assassinato de Berta, garantindo seu retorno imediato ao México.
  • O Estado de Honduras deve criar um ambiente propício para a defesa dos direitos humanos em todo o seu território, comprometendo-se com a proteção e a segurança de todos os defensores dos direitos humanos e suas organizações.
  • Que a vontade dos Lenca e de outros povos indígenas, afro-descendentes e comunidades rurais seja respeitada e Honduras cumpra a Convenção 160 da Organização Internacional do Trabalho, reconhecendo consentimento prévio de cessar imediatamente a construção da hidrelétrica de Agua Zarca no Rio Branco e por uma revisão abrangente de toda a infraestrutura e projetos de desenvolvimento para determinar se consentimento livre, prévio e esclarecido tenha sido obtido.

Comparecemos a um evento para discutir e aprender um pouco mais sobre a situação das mulheres indígenas, já que esse ano não conseguimos trazer as demandas brasileiras quanto ao tema. Lá conhecemos a filha da Berta Cáceres. Ela fez um discurso emocionante de como é importante manter as lutas de sua mãe, e de como ela ainda está viva nos movimentos indígenas e feministas.

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Ativistas de várias partes do mundo pedem justiça para Bertha!

Ontem, dia 17 de março, participamos do comício em frente à Missão de Honduras na ONU. Gritamos palavras que pediam justiça e direitos humanos, e novamente ouvimos fortes palavras da filha de Berta.

Mais tarde muitas feministas se reuniram informalmente num evento da Astraea (Lesbian Foundation For Justice) e da Frida (Young Feminist Fund). Lá havia um altar em homenagem a Berta e a bonita mensagem que ficou do evento, reforçada pela filha da ativista, é que temos que manter a alegria, pois é ela que nos guia na luta.

 

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