A primeira viagem internacional (de muitas), tudo é novidade e aprendizado. Do aeroporto para a casa em que estamos instalados foi uma aventura de me perder e me achar muitas vezes, encontrando pessoas educadas e gentis para ajudar no caminho. Até ombro para dormir eu ganhei de uma alemã no ônibus de Frankfurt para Colônia.
A casa onde nossa delegação está hospedada fica em uma montanha distante do local da COP e todos os dias pegamos vários trens (e nos perdemos neles). Estão aqui 7 jovens incríveis da delegação do Engaja e não são incríveis por saberem tudo sobre negociações internacionais sobre mudanças climáticas, mas por estarem abertos (haha) a aprender e entender cada vez mais como podemos incidir nesses espaços.
Logo na primeira semana a conferência é sempre confusa para todos, ninguém sabe direito o que está acontecendo e é simplesmente impossível acompanhar todas as reuniões e eventos, é uma surra de informações a cada momento e um espaço enorme que precisamos correr de um lado para o outro o dia inteiro.
O time de lobby acompanhou as negociações todos os dias, o time de ações participou de ações de ativismo em parceria com outras organizações para pressionar atividades concretas pré 2020, contra a exploração de combustíveis fósseis e emissões de gases de efeito estufa. A sexta (10/11) foi o dia D, já estávamos muito cansados de acordar às 6h para chegar a tempo nas primeiras reuniões, chegar tarde em casa e ainda ter que trabalhar, mas mais familiarizados com os espaços.
Realizamos a grande ação sobre a Amazônia simulando um leilão de áreas de florestas que foi interrompido pela sociedade civil e que depois abriu espaço para a fala de representantes de comunidades tradicionais do Sri Lanka, Filipinas e do Brasil. No mesmo dia apresentamos a Campanha SOLução, sobre energia solar, em parceria com a CAN (Climate Action Network) com uma metodologia japonesa chamada Pecha Kucha e ainda, a campanha “Fala Aê: as vozes da água” em parceria com a Civicus.
Em nossas reuniões de delegação os sentimentos compartilhados eram os mais diversos e extremos, mas nada maior que o orgulho de ocupar esse espaço e representar todos vocês que estão lendo esse texto.
Ainda temos uma semana inteira, a delegação oficial do governo brasileiro chegou e estamos preparando mais babados para contar.
Texto escrito pela voluntária Yasmin Amaro – Manaus
