Olá, pessoinhas de todo o Brasil, mundo, universo e etc.
Então: hoje temos um dia importante, um dia cheio de brilho – e não pela reprodução dos diversos estereótipos de gênero e sexualidade que temos envoltos sobre a pauta que esse dia traz, mas sim por representar um dia de luta. Hoje é o Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia.
Sim, são diversas as opressões que as populações LGBTTQI (Lésbicas, Gays, Transexuais, Travestis, Queer e Intersex) sofrem pelo mundão. São opressões que se manifestam de formas não tão homogêneas, mas sim diferentes. Muitas vezes violentas, outras discursivas, outras até mesmo de inviabilização e de marginalização social destas identidades nos diferentes espaços sociais. Talvez por isso, a celebração desse dia por si só não consegue reconhecer toda a pluralidade de questões que ainda merecem ser pensadas e repensadas. Não podemos e não perderemos isso de vista. Mas apesar de tudo, hoje é aquele dia babado, especial, em que podemos avaliar onde estamos e como podemos construir um futuro melhor. Então, vamos lá procurar saber um pouco sobre o que nos faz celebrar esse 17 de maio… Nicole Bahls diria “vá estudar” e é isso que vamos fazer hoje, coleguinhas, vamos saber um pouco mais pois Kourtney Kardashian tem o seguinte recado:

Era uma vez… os abençoados anos 90, década em que teríamos acontecimentos importantíssimos para a história mundial, como por exemplo: as várias semanas que a Mariah Carey ficou em primeiro lugar na Billboard mantendo o maior recorde do tipo, o nascimento de Kylie Jenner, o lançamento da música Waterfalls do TLC, de Believe da Cher, a publicação do primeiro livro da série Harry Potter e o surgimento de Christina Aguilera na música (obrigado Cher). Sim, tudo isso foi maravilhoso, a década de 1990 foi maravilhosa em muitos sentidos – inclusive por ser a década em que nasceu boa parte da juventude atual, que é o principal foco do diálogo desse textão que você está lendo. Foi também a famosa década das conferências sociais da ONU; foi tão babado que já começou com a retirada do termo “homossexualismo” do rol de distúrbios mentais da Organização Mundial de Saúde e de lá pra cá, o termo deixa de ser usado pois o sufixo “ismo” caracteriza uma condição patológica dentro dos estudos de saúde. Passamos então a reconhecer a homossexualidade.
Mesmo assim, ainda há muito por se lutar em relação a própria visibilidade de algumas pautas. Em nosso país, por exemplo, vemos que existe mais visibilidade para as questões do combate a homofobia do que do reconhecimento dos outros tons de opressão que constituem a lesbofobia, tratando estas opressões sempre como manifestações homogêneas – o que não são. Na questão das pessoas trans, por exemplo, olhemos para o nosso próprio Brasil: para uma pessoa trans ter acesso ao tratamento de adequação a sua identidade de gênero – caso queira –, ela ainda precisa ser reconhecida por um profissional de saúde como se apresentasse um “transtorno”. Isso demonstra que ainda existem diversos estigmas arraigados a esse reconhecimento, mesmo sendo este um serviço prestado pelo Sistema Único de Saúde, o que também burocratiza o reconhecimento do nome social.
Destaca-se então que a situação dos transexuais e travestis é atualmente um paradoxo dentro da realidade do movimento LGBT brasileiro, por ainda serem considerados portadores de um “desvio” de personalidade. “A decisão da OMS desestigmatizou toda uma população ao declarar que a homossexualidade não é doença, mas essa questão ainda é discutida no que diz respeito aos transexuais”, conta Roberto Efrem. A batalha deste segmento, que é visto de forma estereotipada e enfrenta maior rejeição do público heteronormativo, ainda tem muito o que avançar. Em oposição ao que acontece em outros países, no Brasil eles precisam se declarar “doentes” para obter tratamento médico e adequação para seu “transtorno”. (GELEDÉS, 2015).
É por essas e outras que precisamos repensar a questão que esse dia nos traz em diversos âmbitos, como por exemplo nas políticas públicas, na educação, inclusão social, desestruturalização de estereótipos que marginalizam socialmente as pessoas, entre diversas outras questões. Só assim poderemos construir um futuro de mais reconhecimento para que estas populações sejam sim, mais “Livres e Iguais” – título da campanha da Organização das Nações Unidas para mudar os retratos das violências sofridas pelas populações LGBT em todo o mundo. Nesse ano, a campanha lança o vídeo “Why we Fight”, que visa “celebrar o ativismo pela diversidade nos diversos âmbitos de cada nação e comunidade locais, servindo de um lembrete de porquê lutamos”.
Vamos continuar lutando, tentando reconhecer as verdades do outro além das nossas, nos desconstruindo. O dia é de celebração, mas não perderemos de vista o que ainda há de mudar. Veja o vídeo da campanha abaixo:
Xoxo, Gossip Girl
