Por Walternolio Oliveira, articulador do Núcleo Engajajós
O Núcleo do Engajajós ~da região do Rio Tapajós~ juntamente com o Coletivo Jovem Tapajônico esteve no ato com a faixa; “Pelos direitos dos jovens da Amazônia! Não ao porto do Maicá”
O que está acontecendo é a continuação de processo mais longo e desde 2017 marcando pressão na região santarena, que é: a disputa pelo território, a disputa é entre aqueles que querem cuidar daquilo que é para o bem de todos nós que aqui vivemos e aqueles que querem utilizar e explorar o patrimônio santareno para o usufruto comercial e lucro próprio~ assim como o agronegócio, mineradoras, madeireiros e no caso, agora, as empresas que exportam produtos graneleiros como a soja e o milho~.
Só pra te deixar por dentro do contexto, no ano passado, foram convocados pela prefeitura várias reuniões, assembleias e discurssões e que no final resultou em uma conferência em novembro de 2017 para decidir a atualização do Plano Diretor do Município. Porém, de todas as pautas, na decisão de 2017 foi tido que não se permitiria a construção dos portos no lago Maicá e a não permissão da construção de prédios a mais de 10 andares nas praias de Santarém. Feita essa aprovação a presença da prefeitura através do secretário de planejamento, o plano diretor foi para a câmara de vereadores aonde ficou arquivado durante um ano. E agora, bem silencioso e na véspera de recesso no dia 12 de dezembro/2018, sem convidar a população, os 21 vereadores votaram o novo plano diretor modificando tudo aquilo que tinha sido vetado na conferência municipal. E advinha qual a decisão deles?! A construção dos portos da EMBRAPS e liberaram a construção de prédios de 10m, 15m e 30m em Alter do chão, Carapanari pontas de pedras nas praias de Santarém.
Para um dos representantes do movimento que conversamos:
– “Isso é um absurdo, uma violência à nossa democracia e os nossos vereadores não respeitaram a nossa decisão e o que fizeram foi uma malandragem a interesse dos empresários.”
Segundo um morador da comunidade:
– “Eu não sei porque eles escolheram essa nossa área para fazerem esse porto, penso que foi para acabar com a vida da gente, porque lá não mora empresário, apenas pescadores, e nós vivemos da pesca, aí do nada surgi isso novamente, uma das coisas que já tínhamos vetado antes.”
Ficou decidido que na Quinta feira dia 20 vai ter uma assembleia com moradores e prefeito na câmara de vereadores de Santarém.
Vamos continuar acompanhando o que está acontecendo por Santarém, mas se você quiser ajudar a pressionar aqui está o link para a petição! Bora barrar a construção desse porto!
